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As Pirâmide de Gizé: Quéops, Quefren e Miquerinos

As pirâmide de Gizé ficam na margem ocidental do Nilo, em Gizé, lado oposto ao Cairo, no limite com o deserto do Sahara. As pirâmides de Gizé são a última maravilha do mundo antigo com quase 4000 anos de existência e que despertam a curiosidade de muitos em relação a como foi construída: escravos do faraó? Alienígenas?

Os estudo atuais proporcionam provas de que os construtores das pirâmides eram em sua maioria agricultores egípcios, que durante a época das inundações do Nilo, quando não podiam trabalhar em suas terras, trabalhavam para o faraó na construção de suas pirâmides. Isso também explica a possibilidade de carregar blocos de pedra tão pesados através das água do Nilo, favorecido pela cheia. A precisão milimétrica dos cortes e encaixes das pedras é explicada pela habilidade aritmética, matemática e técnica de escultura que dominavam os antigos egípcios.

A pirâmide de Queops é a mais antiga de Gizé e a maior pirâmide do Egito com cerca de 146 metros de altura quando se completou em 2570 a.C.

Pirâmide de Queops

A entrada ao Complexo das pirâmides não inclui a entrada dentro das pirâmides. A grande pirâmide de Queops está sempre aberta e as outras dias menores se revesam. Pagamos 200 libras egípcias para entrar na pirâmide de Queops.

Não há muito o que ver dentro da pirâmide, mas a experiência de entrar na antiga estrutura é inesquecível e eu altamente recomendo entrar nesta, que é a maior. O caminho é estreito e empinado, mas vale a pena para quem conseguir.

Primeiro subimos por uma escada rudimentar até a entrada da pirâmide – a entrada original ficava mais acima, mas hoje está fechada – a atual foi feita pelos saqueadores e é a usada até hoje. A partir daí, é necessário agachar-se e seguir por um túnel inclinado de 100 metros de comprimento e 30 cm de largura. De repente, surge um cruzamento do qual se extende um outro túnel agora mais confortável, de 1,30m de altura e 1 metro de largura, que sobe por mais 40 metros até chegar à Grande Galeria, um espaço de mais ou menos 50m de largura onde está a Câmara do Rei.

Dentro da pirâmide de Queops

O lugar é quente e húmedo, mas há um sistema de ventilação moderno que permite respirar melhor lá dentro.

Dentro da câmara do Rei

Na câmara do Rei, as paredes e teto são de blocos granito vermelho precisamente encaixados. Também está aí o sarcófago de Queops, vazio, mas intacto.

Sarcófago de Queops

Junto à faixada da pirâmide, estão 3 pequenas pirâmides de uns 20m de altura que são as pirâmides das rainhas – as tumbas da esposa e irmãs de Queops.

Em frente às pirâmides há uma multidão de vendedores e comerciantes oferecendo passeios de camelo. Lembre-se: nada no Egito é grátis. Negocie o preço antes de montar ou tirar uma foto com os bichanos. Nosso guia avisou que subir por 30 minutos custa um mínimo de 50 libras egípcias, o resto da negociação é com você. Na verdade, dá um pouco de pena porque os camelos são bastante maltratados e tem vários ferimentos. Pense bem se é o que você quer fazer.

Pirâmide de Quefren

A pirâmide de Quefren é a segunda pirâmide, pertencente ao filho de Queops, e pode parecer mais alta por estar construída em um planalto, mas não é: mede 136m de altura e seu diferencial é que ainda mantém parte do revestimento original de pedra calcária no topo. Antigamente, as três pirâmides estavam revestidas de pedra calcária polida e refletiam a luz solar. Com os séculos, parte desse revestimento de desgastou e parte foi arrancado para a construção de outros templos.

Outro destaque é que na parte externa dessa pirâmide restam ruínas do templo funerário de Quefren e do pavimento que dava acesso à tumba a partir do Nilo, já que estava conectado a este atraves de um lago artificial, pelo qual se traziam os materiais de construção.

O templo está construído por pedras de granito rosa que se encaixam a perfeição e originalmente tinha 23 estátuas do imperador. O templo foi usado para o processo de mumificação do Imperador antes de seu sepultamento na pirâmide.

Também está ali a Esfinge, com corpo de Leao e a cabeça de Quefrén. Conhecida em árabe como Abu Al Hol, foi batizada de esfinge pelos gregos. Segundo estudo o nariz se perdeu entre os séculos XI e XV ainda que alguns culpem a Napoleão pelo roubo.

A barba foi levada por exploradores do século XIX e hoje se encontra no Museu Britânico de Londres.

Por último está a menor das pirâmides, a de Miquerinos, neto de Queops, com somente 60m de altura. O faraó Miquerinos morreu antes do término da sua pirâmide que ficou parcialmente inacabada.

Pirâmide de Miquerinos

De noite existe um espetáculo de luz e som nas pirâmides em que a Esfinge vai narrando a história em vários idiomas, mas que sinceramente não se entende nada e não vale a pena ir expressamente para isso.

Como nosso hotel ficava de frente para as pirâmides foi bonito vê-las iluminadas do terraço do hotel enquanto jantávamos e tomávamos um vinho egípcio bem bom de uvas Bobal.

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