Europa · Istambul · Turquia

Visitando o Gran Bazaar de Istambul

Caminhamos cerca de 700 metros do nosso hotel até o Gran Bazaar.

A medida que nos fomos aproximando do mercado, encontramos um emaranhado de lojas que se formam ao seu redor, onde se pode encontrar de tudo um pouco: roupas, tapetes, jóias, temperos, mas oficialmente o Gran Bazaar só começa quando se cruza uma das suas 22 portas.

O Gran Bazaar é quase como uma pequena cidade onde trabalham cerca de 10 mil pessoas e conta com mais de 4000 lojas.

Ele está organizado por setores: jóias, tapetes, temperos e doces, lustres, couro, mais ou menos como as medinas do Marrocos, mas melhor organizada. Cada setor originalmente era um bairro; com o tempo eles foram agrupados e organizados dentro de um grande mercado fechado.

O problema desses mercados é sempre lidar com os vendedores: os preços são exorbitantes e a alma do negócio é sempre barganhar. Percebemos que na Turquia a técnica está em que: ninguém nunca te fala o preço, te mostram uma centena de opções e tentam te empurrar tudo sem dizer o valor final, que você só vai saber na hora de pagar.

Por isso não compramos nada no mercado e preferimos comprar nas lojinhas da parte de fora, que eram mais baratas e fáceis de negociar. Sentimos que na Turquia, a maioria dos vendedores tentam enrrolar os turistas, até o cara do Free Shop mentiu o valor do cigarro dizendo que na Espanha cada caixinha valia 10 euros e na Turquia 3, que melhor comprar ali. Quando lhe disse que morava na Espanha e que ali vali 5 euros, nem vermelho ele ficou, disse, então vale mais a pena aqui…

Outra dica é não mostrar um interesse excessivo pelo produto, eu já cheguei a deixar o produto lá e o vendedor veio correndo atrás de mim e chegou a reduzir 75% do preço. Dizem que o preço dos produtos sempre está, no mínimo, 3 vezes mais caro que o preço pelo qual eles realmente o venderiam. Então, eu sempre começo oferecendo 1/3 do valor para tentar no mínimo chegar aos 50% do preço inicial – e a verdade é que não é nada difícil.

Também recomendo evitar pagar com cartão de crédito. Além dos problemas normais de rackers, a taxa de conversão, mais a taxa que muitos cobram para usar o cartão faz não valer a pena. Ter dinheiro na mão também garante preços mais baixos e mais força na negociação.

Tem um mar de pessoas ali e não conseguimos ficar por muito tempo mais, por isso recomendo tentar ir o mais cedo possível.

Ficar atento também aos diversos produtos falsificados que são vendidos por ali como Gucci, Prada, sem nenhuma vergonha e com o lema que são de fábrica por isso estão mais baratos… mas a experiência vale muito a pena, só requer um pouco de paciência.

Deixe uma resposta