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Sardenha: Dicas Práticas sobre Transporte, Hospedagem e Restaurantes
EM: 05 DE junho DE 2017 Tags: , , ,

A Sardenha nunca esteve no meu radar, ao se tratar de Ilhas italianas as que mais me chamavam atenção sempre foram Sicília e recentemente Capri. Mas desde que vim morar na Espanha, muita gente me falava de lá (que fica super perto daqui) e bastou uma promoção da Alitalia em pleno verão europeu para empacotarmos nossas coisas e voarmos direto para Alghero!

– Como ir do Aeroproto de Fertillia ao centro de Alghero

Carro: é possível alugar um carro nas muitas locadoras dentro do aeroporto, mas nao se esqueça de reservar com antecedência, prinicpalmente em Agosto, para nao ficar sem carro.

Táxi: há muito táxis na porta do aeroporto e a distância até o Casco Antigo é de cerca de 8km que custa em torno de 30 euros.

Ônibus: o ônibus 9373 sai do estacionamento do aeroporto (a 150 metros da porta de desembarque) e te leva ao centro antigo na Via Cagliari. Custa 1 euro.

– Onde ficar em Alghero

Nos hospedamos em um apartamento dúplex, o Gioberti 25, na própria Via Gioberti, 25, na cidade antiga. O apartamento é excelente e o dono super tencioso. Ele é dono da lotérica/ tabacaria da cidade, entáo ele está sempre a disposiçao para ajudar. Nos recebeu com mapa e dicas de roteiro e restaurantes. Reservei pelo Booking.com link aqui.

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O apartamento é super moderno, espaçoso e com cozinha equipada , vários electrodomésticos, Wifi super rápido e dois andares.

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A rua é tudo aquilo que você imagina, com todos os estereótipos italianos que você espera ver quando viaja â Itália: rua medieval de pedras? Tem. Escadinha estreita? Tem. Vizinhos que penduram sua roupa no varal do lado de fora? Tem também! Um charme!

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Além disso a rua tem vários barzinhos e restaurantes maravilhosos, sem que o barulho chegeu ao quarto ou te atrapalhe porque ela está super bem localizada, mas ao mesmo tempo há uma ou duas ruas do centrinho mesmo que ferve de turistas. A pedida ideal!

-Transporte: é preciso carro para explorar a Sardenha? Como visitar as praias?

Quando estava pesquisando para a nossa viagem encontrei pouquíssima informação prática online e os poucos blogs que falavam a respeito eram categóricos em dizer: “sem carro é impossível explorar a Sardenha”, “não existe transporte público por ali”, o transporte público é precário e etc.

Sinceramente, não é preciso carro se você montar base em uma cidade de cada vez e conhecer as praias próximas. E existe excelentes opções de transporte público e de turismo, inclusive com wifi e ar condicionado, pelo menos onde ficamos, na Costa Noroeste, com base em Alghero.

Assim que chegamos na cidade, demos graças a Deus por não termos alugado o carro. Pra começar que a cidade antiga, onde nos hospedamos, é toda peatonal, um emaranhado de ruelas medievais, falésias, praias e miradores. Uma graça, mas SEM lugar nenhum para estacionar.

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Na “cidade nova”, que fica em volta da medieval, há alguns bolsóes pequenos, mas sempre lotados e pagos. Nas praias os estacionamento eram igualmente pagos.

Além do transporte público regular excelente que te leva à diversas praias por 1 euro (!), (inclusive para La Pelosa em Stintino por 7 euros e para a linda cidadezinha de Bosa) existe uma linha turística, chamada Beach Bus, que sai da Via Catalonia em Alghero e passa em TODAS as praias até Capo Caccia, de hora em hora, com wifi e ar condicionado. O bilhete custa 5 euros por pessoa, e vale para o dia todo, para quantas vezes você quiser usar.

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Agora se você quer conhecer outras praias mais longe como Santa Teresa de Galura, onde é possível pegar um ferry para Bonifácio em Córsega, também tem ônibus regular, mas acho que sao dois, entao acho mais fácil alugar carro ou comprar um tour em uma das várias agências de turismo, ou o ticket do ônibus turístico, que te leva direto para lá. Na Via Cagliaria há várias, é só se informar.

Esses ônibus turísticos (ida e volta) te levam também para Castelsardo, El Palau (de onde você pega o ferry para a Ilha Magdalena) e Costa Esmeralda.

Lógico que a partir daí com um carro é muito mais confortável e você tem mais liberdade para explorar pontos diferentes da Ilha e ficar mais dias em um ou outro lugar. Se pretende esticar sua viagem para a Costa Esmeralda (ou vice-versa), eu alugaria um carro. A Sardenha é a segunda maior ilha do Mediterrâneo e as distancias são relativamente grandes, podem chegar a 150-200km e com ônibus os trajetos podem durar até 4 horas.

 

-Internet

As lojas da Wind tem um chip pré pago especial para turistas com 100 minutos de ligação dentro da europa e 1G de Internet e custa 20 euros.

-Onde comer em Alghero

Bom, chegamos a conclusão que os melhores restaurantes da cidade estavam na nossa rua.

Descobrimos o Ristorante Gioberti, que está em 1º lugar no Tripadvisor, ficava quase em frente ao nosso apartamento e depois da primeira vez que jantamos lá, jantamos lá 3 noites, de tão MARAVILHOSO que é, mas em alta temporada tem que reservar um dia antes.

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Provamos um prato imperdível, típico da culinária sarda, a fregula, um macarrão esférico do tamanho de uma pérola com com molho purpuzza feito com linguiça de vinho. Maravilhoso!

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Também se tiver a chance, as lagostas de Alghero tem fama de estarem entre as melhores da Europa.

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Por indicação do dono do apartamento também fomos à Osteria Barceloneta para almoçar em um dos dias com vinho e comida bem gostosa.

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Para um lanche rápido recomendo o La Piadina del Pozzo, que vende sanduíches de mesmo nome, típico da Itália, em um pao como o sírio com diversos recheios diferentes como mussarela de búfala, presunto di parma, majericao entre outros. Super frescos e feitos na hora e o lugar, como diz o nome, fica em cima de um poço com tampo de vidro!

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Na penúltima noite, jantamos à beira mar, no Kings, super conhecido por lá. Muito bom também e com o adendo de ser de frente para o mar!

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Selene Soares
Selene Soares

Roteiro de 2 dias por Zermatt

Enquanto montávamos nosso roteiro pela Suiça, ficamos em dúvida sobre qual cidade de “Alpes” gostaríamos de conhecer: Interlaken, base para explorar algumas cidadezinhas de lago como Thun e para a atraçao “Top of Europe” na montanha Jugenfraujoch ou Zermatt com seu charme tipicamente suíço e sua montanha mais famosa, o Matterhorn.

Suiça

Decidimos por Zermatt, porque afinal, queríamos algo que tivesse tudo que se espera da Suiça: chalés, fondue e Alpes nevados!

E Zermatt tem tudo isso e mais um pouco. É um dos mais conhecidos (e cobiçados) centros de esqui da Suiça, mas não vive só disso. O legal de Zermatt, é que além do esqui tem muitas atraçoes de “Verao” como uma cidade fofíssima cheia de lojinhas e restaurantes, várias possibilidades de trilhas e o Observatório 360º de Gornegrat.

Suiça

Zermatt, ficou conhecida pelo Matterhorn, uma das montanhas suíças mais famosas da Suíça e um dos picos mais cobiçados pelos Alpinistas do mundo todo. É aquela montanha da embalagem do Toblerone e dos lápis de cor Caran d’Ache, sabe?

Suiça

A viagem de trem entre Lucerna e Zermatt é um espectáculo a parte e um dos pontos altos da viagem. O primeiro trecho vai até o lago Thurnersee na cidade de Thun com uma paisagem de campos, vaquinhas, montnhas e casinhas de cair o queixo.

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Trocamos de trem em Visp, onde o mudamos para um dos trens panorâmicos mais cobiçados da Suiça, o Glacier Express que vai até Sant Moritz, com uma parada antes em Zermatt. Veja aqui como comprar as passagens para os trens Suiços.

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Aí é que a paisagem fica mais bonita ainda com os Alpes de plano de fundo através dos imensos janelões panorâmicos do trem. Já dá para avistar o Matterhorn!

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Chegando em Zermatt, demos a sorte de pegar um clima super quente e céu azul e limpo. O tempo nessa regiao da Suiça é super instável, pode virar de uma hora para a outra, entao aproveite esse dia para acordar cedo e ver o sol refletido no Matternhorn e subir ao Observatório 360º de Gornegrat.

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A estação de trens fica na rua principal da cidade onde estão a maior parte dos hotéis e restaurantes. Zermatt é uma cidade peatonal, não dá pra entrar com carro, somente circulam pequenos carrinhos eléctricos por lá ou carruagens que são na maioria dos próprios hotéis que buscam/ levam os hóspedes da estação de trens.

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Nós ficamos hospedados no ótimo Hotel Tannenhof, (faça sua reserva pelo booking.com aqui) no final dessa mesma Avenida, com uma vista exclusiva do Matterhorn da própria varanda do hotel.

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Ou seja, ótimo tanto para madrugar e vê-lo “aceso” pelo sol como para avistá-lo sem multidoes a qualquer horário do dia.

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Quarto espaçoso com varanda e excelente café da manha com Birchermüsli ou “overnight oats” típico da Suiça.

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Nosso hotel ficava ao lado da praça principal da cidade e foi por lá que começamos nosso roteiro. Em uma das pontas da praça fica o Matterhorn museum que conta toda a história da cidade e explica o trágico acidente que causou a morte de vários alpinistas em 1865 que escalavam o Matterhorn. Aliás isso foi o que levou Matterhorn a ser conhecida mundialmente e a ser uma das montanhas mais cobiçadas pelos alpinistas do mundo.

Ao longo da praça há varias plaquinhas chumbadas no chão com os nomes dos alpinistas que sobreviveram à tragédia.

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Atrás da praça está o cemitério onde estão enterrados mais de 500 alpinistas que não sobreviveram à escalada do Matternhorn.

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Na praça também está a Igreja de Saint Maurice de 1915 e uma pintura nada ortodoixa da Arca de Noé, feita pelo pintor Italiano Paolo Parente.

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Atrás da igreja há um parque com espreguiçadeiras onde os turistas aproveitam o sol do fim da tarde.

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A continuação tem um barzinho bem legal para tomar uma cerveja, o Papperla Pub que fica lotado, principalmente se for dia de jogo.

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Em frente ao museu fica a Fonte das Marmotas e o Alphorn de Bronze, um instrumento típico suíço que parece uma tromba. Daí, do alto da escadaria de Gemeindehaus dá para tirar óptimas fotos do Matternhorn.

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Na outra ponta da praça começa a rua principal com suas lojinhas, café e restaurantes.

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Em uma de suas travessas, na Hinterdorfstrasse, estão vários chalés de madeira originais, antes de Zermatt se tornar um centro de esqui. Os chalés eram construídos sobre toras de madeira para ficarem em um plano mais elevados e protegidos de animais.

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À noite seguindo recomendação de amigos, jantamos no Pollux, na rua principal. Ficamos na varanda apreciando o anoitecer e o vai e vem da cidade. Comida e preços excelentes. Recomendo!

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Raclete de Emmental

Raclete de Emmental

No dia seguinte fizemos o passeio ao Gornergrat, a montanha que abriga em seu topo o Observatório 360º dos Alpes Suiços! Veja aqui como foi.

Selene Soares
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