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Itália: As maravilhas da gastronomia Italiana
EM: 10 DE abril DE 2014 Tags: , , ,

Tenho que confessar que a Itália me conquistou pelo estômago. Não que o país não seja bonito, pelo contrário, é lindo! Um dos lugares visitados que mais amo no mundo, mas juntar essa beleza toda com todas as delícias da gastronomia italiana é o que torna uma viagem à Itália um agrado à todos os sentidos. Em especial para mim porque a cada cantos me relembrava da minha bisavó e da minha infância.

– Risotos, Polentas e Peixes. 

No norte, especialmente em Veneza e Verona encontramos muitos riotos e polentas e, em especial, em Veneza, a polenta é feita igual à da minha bisavó que era de lá: servidas com molho de carne ou cortadas em pedaços e fritas. Amo! Em Veneza também, encontramos os mais frescos peixes e frutos do mar. Não vá embora sem comer uma massa com frutos do mar à beira do Grand Canal, no Rialto. Não vai se arrepender!

Roteiro Veneza

Massas e molhos

Com relação às massas, todas cozidas al punto, e regadas principalmente com os dois molhos mais famosos: o pesto genovês, à base de manjericão, e o bolonhês, cuja receita original leva, além de carne moída, cenoura e salsão picadinho. Muito bom. Mas, a seleção não acaba aí não. Há uma infinita variedade de molhos e  também adoramos: *Carbonara (com queijo parmesão, gema de ovos e bacon); *All’amatriciana (com tomate fresco, bacon e queijo pecorino);

restaurantes italianos

*Basílico (com tomatinhos frescos e manjericão);

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*Ccacio i Pepe (tipicamente romano feito com queijo pecorino ralado e pimenta do reino moída).

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– e os molhos trufados a preços inacreditavelmente acessíveis, feitos com cogumelos porcini, trufa negra e a famosa trufa branca da Toscana, considerada a melhor do mundo.

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Todos absolutamente imperdíveis!

– Presuntos Entre os embutidos destacam-se a Mortadela de Bolonha e o Presunto de Parma e San Daniele (crudo ou cotto, respectivamente cru ou cozido) – frescos, macios e cheios de sabor, o vinagre (aceto balsâmico) de Modena (misturado com azeite de oliva sobre pão italiano e vinho é combinação infalível).

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– Queijos A Itália produz, anualmente, 900.000 toneladas de queijos com mais de 100 diferentes tipos. De sabores e perfumes tão peculiares quanto atraentes, dos mais fortes aos mais suaves, os queijos italianos nos ganharam de primeira.

queijos italianos

O detaque principal fica para o trio de ouro da região de Campânia, principalmente com os de leite de ovelha – mussarela de búfala, burrata e scamorza; encontramos ainda, a mozzarella (de búfala) e o fior di latte (de vaca), além do provola e do provolone. Delociosos e muito  branquinhos, macios e cremosos.

Culinária ItalianaMussarela de Búfala

Além dessas primeiras descobertas, nos aventuramos em todos os outros queijos que encontramos pela frente e não houve um que não nos tenha conquistado, mas claro que uns mais que os outros, então segue a minha lista de preferências: *Pecorino romano, um dos queijos mais velhos do mundo e tem que ser experimentado. É um dos símbolos da itália. Marcante, tem sabor salgado e picante ao mesmo tempo e se harmoniza perfeitamente com os vinhos Chianti e Valpolicella. Experimente mergulhado no mel trufado, é de comer de joelhos.

Culinária ItalianaPecorino e Scamorza

Preste atençao que este queijo tem nas versões afumicatta (defumada), natural, semi staigionato, ou nosso famosos meia cura, e o stagionato, que é o curado. Assim como nosso queijo mineiro a intensidade do sal se intensifica de um para o outro e são todos excelentes. *Scamorza, que junto com a mussarela de búfala e a burrata – um dos meus favoritos – um meio termo entre a mussarela de búfala e a manteiga (a burrata leva 40% de mussarela de búfala, 40% de mussarela convencional e 20% de creme de leite), muito cremosa e excelente como antepasto, são os queijos de leite de búfala mais famosos da Itália. São imperdíveis, os melhores do mundo e não consigo dizer qual é o mais gostoso ou mais cremoso.

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*Mascarpone italiano lembra creme de leite fresco, com uma consistência de manteiga amolecida, bem natural e sem sal. É o ingrediente principal de um dos doces mais famosos da Itália: o tirmisu. Não deixe de prová-lo! *Ricota, alvo de alguns preconceitos do marido, também merece sua atenção. São diversos tipos, muito cremosos e diferentes. Simplesmente indescritível o sabor. Só experimentando!

– Trufas (tartufo) A trufa branca da Toscana, junto com a negra de Piemont na França, está entre as iguarias mais apreciadas e mais caras do mundo. Mas na Itália é acessível e facilmente encontrada em qualquer ‘Osteria’ ou Enoteca. Não perca a massa e o mel trufado!

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– Vinhos Italianos e Bellini Não há como pensar na Itália e não lembrar dos seus famosos vinhos, que se alternam com os franceses, de tempos em tempos, nas posições de mais produzidos e consumidos no mundo.

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A Itália possui vinte regiões vinícolas e entre elas destacam-se:

Piemonte, onde se destaca o Barolo, denominado o vinho dos reis e o rei dos vinhos;

Toscana, com o seu popular Chianti, dentre os quais está o meu preferido, o classico Peppoli e os grandes Brunello de Montalcino, o Sassicaia e o Tignanello, três colocados entre os melhores vinhos do mundo;

Veneto, dos populares Valpolicella e Bardolino; –Umbria do famoso branco Orvieto;

Lazio, região do alegre Frascati (frizante); – Emilia-Romagna do popular Lambrusco (frizante).

O vinho que mais gostamos foi o Chianti Clássico, Peppoli, que custa em média 21 Euros por lá. O Brunello é uma oportunidade fantástica, pois estava por volta de 38 Euros. Os preços são bem mais baixos em relação ao Brasil e vale a pena investir em alguns bons exemplares.

O Bellini é um coquetel típico de Veneza, muito saboroso, composta por duas partes de Prosecco e uma de suco de pêssego. Foi criada por Giuseppi Cipriani, dono do Harry’s Bar, para Ernest Hemmingway, e ainda hoje é o drink mais pedido do lugar.

bellini harrs bar veneza italia

Vale uma visita! A vinícula Canella engarrafou o drink que é vendido em todos os supermercados.

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Selene Soares
Selene Soares

Itália: Roteiro 2º dia em Roma e Vaticano:

Roma | Do Vaticano ao Pantheon Vaticano No dia seguinte saimos bem cedo em direção ao Vaticano. Para chegar lá a estação de metrô mais próxima é a Octaviano. Chegando lá andamos mais uns 10 minutos seguindo o fluxo da multidão que também estava indo

para lá. A dica principal é já fazer a reserva do bilhete online para o Museu do Vaticano, que é onde fica a Capela Sistina. Com essa reserva, você pula toda a fila de entrada e vai direto para a bilheteria, pois os bilhete só podem ser comprados lá.Somente uma reserva é feita online e quando você chegar lá vai agradecer por tê-la feito. Vai por mim! Vaticano Ao entrar na na Basílica, logo do lado direito está a Pietá, esculpida por Michelangelo aos 23 anos. A imensidão do lugar impressiona, assim como os afrescos dourados e estátuas e o proeminente altar esculpido em madeira e adornado com ouro. As pinturas também são incríveis. Vaticano Vaticano Quase em frente ao altar está a entrada para o subsolo da basílica onde estão os túmulos dos antigos Papas, inclusive o do João Paulo II. Também é possível subir até a cúpula, mas como nosso horário para o Museu do Vaticano era às 10h30 pulamos essa e fomos direto procurar a entrada para do museu. O museu fica a uma distância de 1km caminhando a partir da Praça São Pedro contornando a muralha que cerca a cidade. Museu do Vaticano No museu há uma série de ‘galerias’ como o Musei Egiptz, o Musei Grego com a maior coleção fora da Grécia, alguns aposentos Papais pintados por Rafaello e Donatello até chegar à Capela Sistina que é a última galeria e também é onde acontece o Concílio Papal. capela sistina Museu do Vaticano O lugar fica lotado e fotografias são estritamente proibidas. Uma visita ao Vaticano pode tomar facilmente o dia todo, mas fizemos em uma manhã tranquilamente sem ficar muito tempo dentro de cada galeria. Museu do Vaticano De lá seguimos pela Via della Conciliazzione até a Piazza Adriana onde fica o Castello Sant’Angello, construído em 135(!) pelo imperador Adriano como fortaleza e maosoléo pessoal. Depois passou a ser fortaleza Papal. Castelo San'Angelo Durante a grande peste que assolou a Europa em 595 o então Para Gregório I afirmou ter visto uma aparição do arcanjo Gabriel sobre o topo do castelo anunciando o fim da epidemia. Para celebrar essa aparição, uma estátua do anjo coroa o edifício. Além disso a Ponte Sant’Angello em frente ao castelo é decorada com estátuas de 12 anjos. Ponte San'Angello Continuamos o percurso natural até a Piazza Navona, uma das mais famosas de Roma e originalmente construída como um antigo estádio da Roma Antiga. Piazza Navona É cercada por palácios barrocos e luxuosos café e abriga três fontes: uma central, a Fontana dei Quatro Fiumi, considerada uma das mais complexas e caras criada por Bernini. Ela representa quatro rios – o Danúbio, o Ganges, o Nilo e o Rio de la Plata. Em frente fica a Fontana Sant’Angese, construída por um rival de Bernini e na ponta sul a Fontana del Moro exibindo estátuas de quatro tritões e um quinto tritão cavalgando um golfinho. A base foi confeccionada com um mármore rosa especial. roteiro vaticano O obeslisco, também na ponta sul, veio do Egito. Apesar de um pouco caro, não deixe de provar a famosa sobremesa Tartufo no café Tre Scalini. Pantheon Deixamos a praça em direção ao Pantheon, que é o único edifício da época greco-romana que se encontra em perfeito estado de conservação, foi construído como um templo dedicado aos deuses do Pantheon Romano. Na Piazza dei Pantheon há vários restaurantes e foi lá que comemos uma das melhores pizzas da viagem, no Pizzeria Il Capriccio como despedida de Roma. Seguimos pela Via dei Seminario até a Via dei Corso onde fica o Templo de Adriano. Templo de Adriano roteiro roma

O nome dessa rua gerou várias piadinhas

De lá fizemos uma última parada na Fontana di Trevi (fomos lá 3 vezes!) e rumo à Estação Termini para pegar o trem expresso para o aeroporto. dicas restaurantes em roma

Selene Soares
Selene Soares