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Passeio pela Grand Place de Bruxelas

Visitamos a Grand Place de Bruxelas no nosso primeiro dia na cidade, mas como o post ficou muito grande fiz um post específico para te ajudar a explora melhor a praça. Veja o roteiro completo aqui.

A Grand Place, foi considerada por Victor Hugo, que morou ali, a praça mais bonita da Europa. Confesso que mesmo com a expectativa alta a praça me impressionou e depois voltamos em outro dia à noite para vê-la iluminada.

Bruxelas

Ela impressiona não só pela beleza, mas por toda a história que ali existe. A praça é rodeada por 7 principais edifícios que fora sendo construídos ao longos dos séculos e isso é o que deixa tudo mais interessante, pois apesar da diferença de tempo entre um e outro no final todos se completaram e o resultado foi um espetáculo.

Bruxelas

Isto porque a história da Bélgica é muito antiga e se funde com a de seus vizinhos: Holanda, Alemanha, França e Luxemburgo. Durante muito tempo o que chamamos de Bélgica hoje foi parte de um território maior, de vários e diferentes impérios e devido à sua localização estratégica é frequentemente chamada de “campo de batalha da Europa”.

belgica

Vai ver é por isso que eles não conseguem decidir quem inventou as batatas fritas, a Bélgica ou a França. Deviam ser um só reino quando isso aconteceu. Outra consequência são as duas línguas faladas por lá – ao sul, francês (de origem latina) e ao norte, holandês (de origem germânica), pois no século XIX a Bélgica foi dividida entre os Reinos Francês e Germânico.

bandeiras belgica e frança

O Hôtel de Ville ocupa a maior parte da praça e é a jóia arquitetônica do lugar. Foi construída em 1449 e abriga a prefeitura da cidade. Hôtel de Ville é um termo francês para designar prefeitura ou câmara municipal. Por isso temos Hotel de Ville em Paris, no Canadá, na Alemanha etc.

Bruxelas

Bruxelas

Do lado direto do Hotel de Ville ficam Le Renard, Le Cornet e Le Roi d’Espagne, que foram cosntruídas no século XVII como “Guildhouses”, ou seja, casas utilizada pelas “guildas” (associações) respectivamente de camiseiros, barqueiros e padeiros para reuniões ou moradia e que tem esse tipo de telhado pontudo.

Bruxelas

Na sequência está a Maison du Roi, ou Casa do Rei em português, (edifício do lado esquerdo da foto) construída em 1536 e residência de monarcas espanhóis na época do domínio espanhol nos países baixos (Holanda, Bélgica e Luxemburgo).

Bruxelas

Do lado direito está o Le Pigeon que foi residência de Victor Hugo em 1852.

Bruxelas

Inclusive é nesse prédio que ficam as melhores lojas de chocolate belga. Não deixe de comer um cone de morangos com chocolate (6 euros) e de tomar um copo do melhor chocolate quente (3 euros) , ambos na Godiva.

Bruxelas

Na sequência vem a Maison des Ducs de Brabant, uma sequência de 6 “guilhouses”, residência do antigo rei de um dos condados do norte da Bélgica/ Holanda, o Condado de Brabant na Idade Média.

Bruxelas

A última na sequência ficou famosa, pois nela foi assassinado Everard t’Serclaes um lorde belga que recuperou a cidade da posse dos flamengos (a região de Flanders formada por Brugges, Ghent e Ypres era uma das mais prósperas da Europa no século XV).

Bruxelas

Uma estátua sua de bronze foi esculpida na entrada da casa na rue Charles Buls e diz a lenda que esfregá-la traz muita sorte.

Bruxelas

E não deixe de volta à noite para ter uma outra visão da praça – toda iluminada! É de cair o queixo.

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Bruxelas

 

 

 

 

Selene Soares
Selene Soares

Roteiro 3º dia Bruxelas: o Atomium e a Grande Bruxelas

A área chamada de Grande Bruxelas, como se fosse a Grande SP, fica fora do anel do anel viário que circunda a cidade. Fora desse anel existem 19 subúrbios (comunas) que juntos formam a capital de Bruxelas. A maioria dessas comunas é residencial, mas em algumas há atrações como o caso do Atomium, Brupark e Laeken, como escrevi aqui, onde mora a família real belga.

Atomium

Nossa primeira parada foi o Atomium, que assim com a Torre Eiffel, foi uma construção temporária para a Feira Mundial de 1958 e acabou permanecendo e hoje é dos marcos mais famosos da Bélgica.

Bruxelas

Como chegar

Portanto não dá para ir a pé, mas é super fácil e rápido ir de metrô. Basta pegar a linha 6 (sentido Roi Badoulin) e descer na última estação – Heysel – que fica ao lado do parque. O ingresso custa 11 euros na bilheteria e pode ser comprado em conjunto com o do Brupark por 20 euros. Não dá pra comprar online.

Metro_BruxelasO que visitar

Esse modelo de aço foi criado pelo engenheiro belga André Waterkeyn para refletir a nova era da ciência e das viagens espaciais.

Bruxelas

Se você gosta de tecnologia, é muito legal andar por dentro da estrutura e passar de uma ‘esfera’ para a outra.

Bruxelas

Cinco esferas são aberta para visitação. A primeira parada (de elevador) é na esfera mais alta que proporciona uma vista espetacular da cidade e abriga um restaurante também.

Bruxelas

Depois disso você vai seguindo a sinalização e subindo e descendo (de escada rolante) de uma esfera à outra. Em cada esfera acontece uma exposição diferente sobre tecnologia.

Bruxelas

Bruxelas

O Brupark fica ao lado e abriga dois parques: o Mini Europe e o Océade que é um parque aquático tipo Wet ‘n Wild, além do cinema mais moderno da cidade, o Kinépolis e um outlet/ praça de alimentação + Playland para as crianças, o “The Village”. Abaixo, segue a vista do parque a partir do Atomium.

Bruxelas

O Mini Europe é lindo e me lembrou bastante o mini mundo de Gramado, já escrevi sobre ele aqui, só que maior com mais de 300 miniaturas de monumentos da Europa.

Bruxelas

Bruxelas

Bruxelas

Atomium – Praça l’Atomium, 1020, Bruxelas

Brupark – Boulevard du Centenaire, 1020, Bruxelas

 

Selene Soares
Selene Soares