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Curitiba | Passeio pelo Centro Histórico
EM: 07 DE setembro DE 2016 Tags: ,

No Centro Histórico de Curitiba estão seus prédios mais antigos e muitas construções do século XIX. O ponto de partida é a Praça Tiradentes que é o marco zero de Curitiba. Bonito CTB 083cpct

A cidade nasceu formalmente aqui e é onde fica a Igreja Matriz da cidade. Na Praça está o monolito histórico, com a Cruz de Cristo, que simboliza o poder legalmente constituído pelo rei de Portugal, em 29 de março de 1693. Junto ao monolito está o Marco Zero da cidade. A praça também possui um terminal de ônibus e é o ponto de partida da Linha Turismo sobre o qual já escrevi. A partir da praça seguimos para a Rua 24 horas que nada mais é do que uma galeria aberta ao público 24 horas por dia.

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Confesso que essa rua foi uma grande decepção, pois a maioria das lojas não estão em funcionamento e há somente algumas lanchonetes com mesinhas no local. Bonito CTB 073cpct

Vale tirar uma foto dos relógios que ficam nas duas entradas. Eles marcam horas em 24 intervalos, em lugar de 12. São iluminados e comandados por uma central eletrônica a quartzo. Bonito CTB 075cpct

De lá seguimos para para a Rua das Flores que é a primeira peatonal do Brasil. Tem muitas lojas de roupas e sapatos, cafés e um bondinho. Bonito CTB 076cpct

As flores são trocadas a cada estação para que ela esteja sempre florida. O nome Rua das Flores vem do século 19, quando as casas de madeira possuíam jardins bem floridos. Bonito CTB 080cpct

Fizemos o caminho de volta e paramos no Largo da Ordem que é um dos lugares que mais gostei da cidade. Bonito CTB 087cpct

Fomos lá duas vezes. Lá estão vários edifícios antigos como a Casa Romário Martins (século 18), a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco (1737) – a mais antiga de Curitiba, a Casa Vermelha e construções da segunda metade do século 19. Bonito CTB 103cpct

Aos domingos acontece uma Feira de Artesanato (a famosa Feira do Largo da Ordem) que é bem legal para comprar algum souvenir da viagem.   Além disso existem vários cafés e restaurantes nos quais o pessoal fica a tarde toda tomando aperitivo e uma cervejinha. Bonito CTB 099cpct

Fomos nos Bar do Alemão (Schwarzwald) onde tem a o canecão submarino de chopp com Jaggermeister, um licor alemão de ervas. Bonito CTB 208cpct

Para quem gosta lá tem a tradicional Carne de Onça, uma espécie de ‘Beef Tartar’ típico do sul do Brasil. A comida é gostosa, mas o serviço é extremamente lento e olha que ainda nem estava lotado porque havíamos chegado cedo.

Bar do Alemão (Schwarzwald)

Rua Doutor Claudino dos Santos 63 | Largo da Ordem, Curitiba, Estado de Paraná 80020-170, Brasil, Tel.: +55-41-3223-2585

Selene Soares
Selene Soares

Antonina | A mais antiga cidade do litoral paranaense

Passamos a manha em Morretes, leia o post aqui, e em seguida esticamos até Antonina pela BR-277, a antiga Estrada da Graciosa.

Antonina foi uma das primeiras cidades habitadas do Paraná, incialmente pelos índios e mais tarde com a intensificaçao da caça ao ouro. Como já era hora do almoço, nossa primeira parada foi no melhor restaurante da região, o holandês Buganvil. É o único na região que ainda prepara o barreado na panela de barro e no fogão a lenha.

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Pedimos o tradicional barreado (uma espécie de carne louca) é o prato típico do litoral paranaense. Pedimos o barreado completo que além do barreado propriamente dito, vem o acompanhamentos (arroz, farinha de mandioca e banana frita) e mais camarões e peixe empanado.

 

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Discute-se se o prato foi criado em Morretes, Antonina ou Paranaguá. Os antoninenses que possuem a mais forte tradição carnavalesca do Paraná (inclusive as arquibancadas do sambódromo do Rio/ SP foram inspiradas nas arquibancadas da ‘Sapucaí’ de Antonina), tendem a associar o Barreado ao “Entrudo” que era a refeição feita depois do baile para dar ‘sustância’.

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Já os morretenses dizem que a origem do barreado vem dos tropeiros, que durante o ciclo da erva doce, traziam do planalto, quando desciam o caminho da Graciosa, um cozido bem temperado que durava muitos dias sem que se deteriorasse.

Já o nome do prato vem da expressão “barrear a panela”, pois a panela é vedada com pirão de farinha de mandioca para não se perder a fervura. De um jeito ou de outro, a cachaça é o acompanhamento ideal do prato (eles oferecem a de banana e a de gengibre). 

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Após o almoço passeamos por Antonina, uma das mais antigas cidades do litoral do Paraná, e que me lembrou bastante Colônia do Sacramento no Uruguai.

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A cidade é bem pequena e resume-se basicamente a uma praça, uma igreja matriz, casinhas coloridas e casinhas da época do Império super bem conservadas e o pier/ orla com vistas privilegiadas do mar e de Paranaguá.

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O nome de Antonina é uma homenagem prestada ao Príncipe da Beira Dom António de Portugal em 1797. A cidade é histórica e tem paisagens deslumbrantes. Calçamento de pé de moleque e casas da época do Império com a famosa eira e beira que demonstrava que a pessoa tinha dinheiro (daí vem a expressão sem eira nem beira).

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Outro detalhes das casa é o vidro do lado de fora da persiana, outro demontração de riqueza, pois os vidros na época eram todos importados e as pessoas queriam mostrá-lo para as outras. Na cidade existe um grupo de serenatas e cada casa participante tem sua melodia favorita estampada em uma placa na frente da casa.

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O pier  e a Igreja Matriz rendem ótimas fotos da cidade e da orla. A cidade também é famosa pelo Carnaval de Rua e tem sua própria ‘Sapucaí’. Apesar de Morretes ser mais famosa achei Antonina muito mais charmosa e com um clima praiano super gostoso. Morretes também faz parte do passeio.Bonito CTB 178cpct

Restaurante Buganvil

Rua Valle Porto 127 | Centro, Antonina, Estado de Paraná 83370-000, Brasil Tel: +55 41 3432-1434

 

 

Selene Soares
Selene Soares