Doiapoque a Nova York Arquivos 07/04/2015 - Doiapoque a Nova York
Roteiro 1º dia em Amsterdam: Walking tour pelo Centro Histórico

Se você já leu as dicas básicas de Amsterdam nesse post aqui, comece a montar o seu roteiro. Nós ficamos quatro dias em Amsterdam, mas se você tiver apenas um dia ou algumas horas na cidade, esse é o roteiro que você deve fazer.

Começamos o passeio pelo Dam, que é a praça principal da cidade, em que começou a cidade no século XVII. Lá encontramos o Palácio Real que foi construído para abrigar a “Stadhuis” ou Câmara Legislativa e seu interior foi todo finalizado por Rembrandt em 1655. Hoje abriga visitas do Estado.

Amsterdam

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Ao lado fica a igreja Nieuwe Kerke que hoje é protestante. Sempre que a cruz da igreja houver sido transformada em um galho é porque a igreja era católica e se tornou protestante.

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A Bijenkorf, a cadeia de lojas mais chique da cidade com marcas como Chanel, Prada etc – a “Harrods” holandesa se destaca pela fachada e letreiro enorme.

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Nessa mesma praça, em frente ao palácio real, não deixe de experimentar o típico sanduíche da cidade em um dos muitos carrinhos de comida – o Broodje.

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Trata-se de uma pão de leite macio recheado com almôndegas – Broodjebaal (3 Euros), com hambúrguer – Broodjeburger (3,50 Euros) ou com salsicha – Broodje hot dog.

Os acompanhamentos são a vontade e os molhos também. Se ainda estiver com fome, nas ruas Nieuwendik e Eggertstraat (ao lado da H&M) que desemboca na praça há vários restaurantes/ lanchonetes muito legais e não deixe de provar um dos sanduíches da Simit Sarayi, que são deliciosos e na faixa de 3-5 Euros, mas com ingredientes top!

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Na mesma praça fica o pessoal da 360 meridianos que fazemum “walking tour” gratuito pela cidade em Inglês e Espanhol.

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Decidimos fazer e tour e valeu muito a pena – tanto pelos caminhos tortuosos e atalhos que a guia conhecia e assim conhecemos tudo mais rápido do que sozinhos como pela história que ela conhecia profundamente. Indico!

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A partir da praça seguimos em direção ao distrito de canais, especificamente com rumo à Singel, o canal mais famoso da cidade. O anel de canais foi declarado patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

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O que faz dessa área tão especial, além das casas e canais, são as ruas estreitinhas, os jardins e fachadas pitorescas como a casa mais estreita do mundo.

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A maioria dessas casas foi construída na Época do Ouro e se destacam pela sua entrada dupla e a forma triangular do seu telhado chamado “gable”. Repare que nessa parte, bem próximo ao telhado, há sempre uma roldana, que é usada para puxar os móveis para dentro da casa, pois sua fachada estreita e escada interior íngreme não permitem uma mudança convencional.

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As casas foram construídas estreitas por causa dos impostos cobrados no século XVII que eram calculados com base na largura da fachada, então quanto mais estreita, menor o valor do imposto.

Outra curiosidade é que as casas não possuem cortinas, então quando anoitece, as janelas parecem luminárias, cenário ideal para um passeio pelos canais.

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Sob a ponte mais larga (quase em frente à casa mais estreita na Singel, nº 7), note os calabouços, onde eram presos os malfeitores da época. Essa ponte ficava na entrada da cidade e os calabouços serviam para intimidar os viajantes impostores.

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Seguimos pela Spui e vimos o único ponto em que é possível grafitar em Amsterdam.

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Caminhamos até a entrada do Begijnhof (aqui provavelmente você terá que pedir informações sobre onde exatamente fica a entrada), um pátio medieval do século XII, rodeado de casas, uma igreja católica e uma protestante viviam mulheres católicas em retiro, que durante o domínio protestante queriam continuar seguindo a religião católica.

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A primeira casa à esquerda, assim que se adentra o pátio, é uma das últimas casas de madeira de Amsterdam, pois a maioria foi destruída por incêndios e a ação do tempo.

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Volte para a Spui e pegue uma de suas travessas, a “Kalverstraat” a rua de compras mais famosa da cidade, e aproveite para gastar um pouquinho – Amsterdam é uma cidade cara, não espere preços de EUA, e achei mais cara também em relação à outras capitais da Europa, mas como expliquei nesse vídeo aqui, ainda pode ser mais barato que no Brasil, então não perca a oportunidade) ou apenas fazer um “window shopping” , uma das minhas atividades preferidas, e não acho um termo melhor em português, se alguém tiver, deixe aí nos comentários.

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Caminhe pela Kalverstraat até a Heiligeweg e repare nas ruínas da “Rasphui”, o portão da antiga prisão e primeiro cárcere de Amsterdam demolido em 1892. Na verdade essa foi a primeira prisão construída no modelo de reabilitação. Ali eram colocados os bandidos que seguiam regime de trabalhos forçados no processamento do pau brasil. Os que se recusavam a trabalhar eram jogados no porão inundado e forneciam uma pequena bomba d’água manual – o sujeito para sobreviver deveriar “trabalhar” a noite toda manuseando a bomba, assim não se recusaria a trabalhar no dia seguinte.

A estátua no topo do portão (chamada “Castigaio”) segura um brasão com 3 “XXX” que representam as três ameaças de Amsterdam – água, fogo e peste. Hoje em dia, é a entrada de um shopping center.

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Siga em frente e você cairá novamente na Singel, (na altura dos nº 630-600), próximo à Koningsplein, onde fica o mercado de flores, o “Blumenmarkt”, o único mercado flutuante de flores do mundo!

Se ficar com fome nesse momento, dê uma parada na Maoz (Muntplein, nº1), uma rede holandesa de falafels – uma delícia e preço imbatível, cerca de 3 Euros! Uma ótima opção vegetariana também.

A bordo do tram novamente, seguimos para o Museu de Van Gogh, atração nº 1 de Amsterdam. Eu adorei conhecer toda a história de vida do pintor e suas principais obras – são mais de 700!

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E uma visita à loja de souvenirs também é imperdível. Os posters das obras tem preços ótimos. No final da tarde eles abrem um bar, dentro do longe do museu, e servem drinks inspirados nas obras. Um dica é comprar o ingresso online para “pular” a fila (que é enorme) na entrada.

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Na saída aproveite para conhecer a Museumplein, ou a praça dos museus onde fica o Rijksmuseum Museum (ao fundo) e o famoso letreiro Iamsterdam!

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Se ainda tiver disposição termine a noite na Rembrandtplein, em homenagem ao famoso pintor, tem estátuas de bronze representando sua obra “A Ronda Noturna”.

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A praça é lotada de bares e coffeeshops, sendo um dos mais famosos o “Smokey”.

Selene Soares
Selene Soares